sábado, 7 de dezembro de 2019

AS SONDAGENS PELO TELEFONE VÊM DE LONGE

Tema da sondagem: como passa o seu serão?
 
 

Numa época em que apenas tinham telefone em casa pessoas com elevados rendimentos ou trabalhadores por conta própria cuja profissão exigia a posse daquele aparelho para um contacto rápido com os clientes, o Diário de Lisboa do dia 7 de Dezembro de 1951 publica o resultado de um inquérito telefónico efectuado junto de 900 habitantes de Lisboa a quem era perguntado como passavam o seu serão.

Dos 900 que responderam, 700 disseram passá-lo em casa: 310 a trabalhar; 150 a ouvir telefonia; 100 a jogar; 100 a ler o jornal e 40 a ler livros, a costurar e a fazer tricot.

Destes 700, 40% eram engenheiros, advogados, médicos e arquitectos ou pertenciam a outras profissões liberais mais modestas, como modistas e estofadores; 35% eram industriais e enfermeiros; 20% eram oficiais do Exército e da Marinha; funcionários de repartições e outros dependentes da máquina do estado, incluindo grémios e Juntas; e, por fim, 5% pertenciam a actividades diversas.

Normalmente, as senhoras passavam o serão em casa a costurar e a tricotar e muitos homens prolongavam até à meia-noite o seu trabalho de sete ou oito horas, principalmente os médicos, os engenheiros e os professores que pertenciam à classe dos chamados de posição social.

Fonte: Diário de Lisboa n.º10423, de 7 de Dezembro de 1951, p. 1 e 7


Saliente-se que, de acordo com este inquérito, costurar e fazer tricot não era considerado um trabalho, surgindo estas tarefas num plano idêntico ao da leitura de livros.

Teria sido interessante que os jornalistas da época nos informassem como passavam os serões as pessoas com menos recursos, aquelas para quem o telefone era considerado, ainda, um artigo de luxo.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

TEMOS PAIXÕES, E FÉS CEGAS






Para benfiquistas, sportinguistas e dragões, o seu clube de coração é, inquestionavelmente, sempre o maior, sejam quais forem os resultados desportivos ou o comportamento dos seus jogadores.
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Os benfiquistas perdoam e aplaudem a rispidez de algumas entradas do atleta A. Os sportinguistas perdoam e aplaudem as agressivas intervenções de Fulano. Os dragões perdoam e aplaudem as agressões de Beltrano...
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Nada os retrai, desmotiva ou desanima. O que conta é a paixão, o amor incondicional ao emblema. Como se fosse uma religião, uma jihad de fé clubística.
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Foi sempre assim e nada nos leva a pensar que, no mundo do futebol, alguma vez a razão se sobreponha à paixão.
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Do que, convenhamos, pouco mal virá para o outro mundo, o real, aquele em que pulsa a vida de toda uma Sociedade.
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Já é de maior preocupação esta moda alienante que vem emergindo de forma assustadora, por força da retórica gratuita e da demagogia sem vergonha, que faz dos cidadãos indefectíveis "adeptos" de partidos políticos em nome de uma fé em que tudo se perdoa aos seus "jogadores", mesmo actos e as medidas que os lesem enquanto destinatários duma apregoada democracia adulta!
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Os dois fenómenos têm diferenças abissais, nos seus valores e nos campos onde se desenvolvem, mas é já notório que a paixão cega, a defesa a qualquer preço dos grupos partidários a que cada um aderiu, relaxa ou destrói o espírito crítico, em benefício duma parte política, mas em prejuízo da democracia e de toda a Nação.
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Nesta, é perigoso apoiar e aplaudir tudo, em nome de uma fé cega. Não estamos num jogo de amor à camisola desportiva!
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Quando a paixão partidária desce ao patamar da clubística, é da liberdade de cada um de nós que estamos a abdicar e, pior, é comprometermos, de forma leviana e irreflectida, um rumo para o País, que prime pela Verdade, pela Justiça e pelo Progresso que almejamos para todos nós.
 
As amarras emotivas e incondicionais a partidos não podem, em nome da paixão, perdoar "rispidez", "agressões", mentiras e outros desmandos sem carácter de qualquer político, seja qual for a sua camisola partidária, para que se possa manter o respeito pelo Estado e por cada um de nós.
Para que nos sintamos pessoas livres e não autómatos de pensamento encarcerado!...
 
Pessoalmente, nunca tive donos políticos, nem de qualquer outra espécie. Há muitos anos que aprendi a lutar contra a marca "A Voz do Dono"! Não sou inconstante, ou volúvel.... se houver quem mude, serão os autores das circunstâncias que aplicam a teoria do que o que hoje é verdade, amanhã já poderá ser mentira!
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Neste tipo de, digamos, conjuntura, não colaborarei nunca e tudo farei para acordar os que me rodeiam para não se deixarem embalar em cantos de sereias!
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Lembrar sempre o velho pensamento douto e popular: não há pior cego, do que aquele que não quer ver.

domingo, 1 de dezembro de 2019

DE TEMPOS A TEMPOS - O TEMPO

É pela calada da noite que as minhas lembranças tocam mais depressa o meu coração. No momento em que escrevo não sei que horas são, mas sei que passa muito, mas mesmo muito, da meia-noite.

No silêncio que me envolve sinto as ondas da vida na minha consciência, falando, contando coisas. E quem consegue fugir a esta confissão? 
Há tantos monólogos guardados dentro de mim que, agora, como uma bolha, assumem ao terraço da minha alma.
 
Os meus amigos dizem-me que na minha mente não há espaço para mais nada, está repleta de lembranças, histórias e nomes. E é verdade! Eu lembro-me da mãe da Dª. Lurdes; a padeira de Aljubarrota como lhe chamávamos pelo seu físico estrondosamente redondo e voz cavernosa com que chamava pelas crianças que brincavam no pátio.
 
- Crianças, vocês não têm casa?
 
E era ver quem se escapulia primeiro...
 
 
 

 
 
 
E a Dona Irene, uma velhota de quase oitenta anos que não perdia uma única sessão de cinema da noite. O vizinho, dono de um cinema, oferecia-lhe essa “gulodice”.
 
- Dona Irene, de qual filme gostou mais esta semana?
 
- Ah, de todos, de todos. E a criançada ria.
 
As recordações chegam às catadupas, como se estivessem apontadas em inúmeros cadernos numa projecção incansável.
 
- Os tempos não passam para ti...
 
Passam, passam... Tu é que passas pelos tempos sem reparar neles.
 
- Lembras-te dos dias sublimes e longínquos da tua infância? O que de ti ficará quando tudo passar?
 
No tricot da vida ficam os pontos perfeitos em que buscamos a liberdade de nos descobrirmos como éramos. Caso contrário, será difícil descobrir-mo-nos plenamente, livres autênticos como dantes.


Sei que esta noite mais memórias chegarão, algumas com armadilhas inevitáveis e outras com uma ementa que não saberei por onde começar.


quinta-feira, 28 de novembro de 2019

UM POLÍCIA À SÉRIA. COMOVEU-ME!

Pai com a filha em risco de vida no Hospital faz agradecimento comovente à PSP


A Polícia de Segurança Pública partilhou nas redes sociais um testemunho comovente partilhado por Vítor Martins Romão, um pai que viveu verdadeiros momentos de aflição, mas que, felizmente, encontrou um agente da PSP pelo caminho que o ajudou. 
 
“Antes de mais, a minha guerreira continua a lutar de forma brava. 24h depois da cirurgia.

Ontem, quando estava a regressar a Lisboa, vindo de uma rápida ida a Grândola, recebi uma chamada da Renata, aflitíssima, porque lhe tinham ligado do Hospital de Santa Maria a solicitar presença urgentíssima de um de nós.

Faltava assinar o termo de consentimento, para o procedimento anestésico da Margarida, e ela encontrava-se no bloco operatório em espera, para a tão urgente e vital cirurgia.

Escusado será dizer que, após ligar os 4 piscas, a minha condução passou para o modo WRC, na versão Pai Aflito.

Tenho esperança, de não ter colocado em perigo os condutores que apanhei, mas talvez ???? tenha feito por queimar pontos para 2 cartas de condução.

Algures na cidade, quando olhei pelo retrovisor, tinha uma moto da PSP a mandar encostar.

Assim fiz.

O agente dirigiu-se e após continência, pediu-me os documentos e perguntou o porquê da marcha de urgência e do tipo de condução.

Ao que respondi, que tinha uma filha à espera num bloco operatório de Sta. Maria, e que ele tinha 2 opções: ou me prendia já, ou eu ia seguir e na mesma condução.

Obviamente, não estava o mais sereno, e as lágrimas correram-me, num misto de aflição e nervoso.

Calmo. Sem sequer tirar o capacete, nem pegar na carteira dos documentos, que lhe estava a dar, apenas me disse: “respire fundo, acalme-se o que lhe seja possível e siga-me”.

Saiu em direcção à mota e escoltou-me até Santa Maria.

Em frente ao portão principal, voltou a fazer continência e seguiu.

Fiquei sem palavras.

Nem nome, nem cara, sequer.

Apenas o senhor polícia da mota.

Talvez fosse isso mesmo que ele quis dizer. Ele foi apenas a Polícia. Foi apenas a instituição que representa. E eu e a minha filha, os cidadãos que ele jurou defender.

E existem muitas formas de defender.

Algumas nem vêm nos cânones, outras vêm nos cânones e são humanamente infringidas.

Obrigado senhor polícia, em nome, da minha família, do meu País, que tanto precisa. Jamais o esqueceremos.

Nota: numa sociedade que nunca será perfeita, mas que devemos sempre lutar para que seja, prefiro tolerar uma falha dos bons a ajudar os bons, do que penalizar uma falha dos bons a lutar contra os maus.

É só.”

O testemunho já se tornou viral na página oficial de Facebook da Polícia de Segurança Pública, tendo já recebido mais de seis mil partilhas.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

TÉCNICA INFALÍVEL P/OBTER AJUDA POLICIAL

Ferramenta alegadamente 'aceite' em assaltos,
mas não como defesa de cidadãos
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Qualquer relação... é mera coincidência
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Um benévolo' recuperador' de delinquentes em liberdade


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Um "O.V.N.I." na douta opinião de legisladores e magistrados


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COMO CHAMAR A POLÍCIA EM PORTUGAL

Para utilizar em caso de necessidade, sabe-se lá se um dia vos acontece!
APRENDAM...
Tem um sono muito leve e numa noite destas, notou que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.

Levantou-se em silêncio e ficou acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do quarto.
 
Como a casa é muito segura, com alarme, grades nas janelas e trancas internas nas portas, não ficou muito preocupado, mas era claro que não ia deixar um ladrão ali vagueando tranquilamente.

Ligou baixinho para a polícia, informou sobre a situação e o endereço.
Perguntaram-lhe se o ladrão estava armado, ou se já estava no interior da casa.

Esclareceu que não, e disseram-lhe que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém logo que fosse possível (...)

Um minuto depois, ligou-se de novo e foi dito com voz calma:

«Eu liguei há pouco, porque tinha alguém no meu quintal. Não precisam mais de ter pressa, porque eu já matei o ladrão com um tiro de pistola de calibre 9 mm que tenho guardada cá em casa já há anos, para estas situações.
O tiro fez um estrago danado no pobre diabo!»

Passados menos de três minutos, estavam na rua cinco carros da polícia, um carro do INEM, uma unidade de resgate, duas equipas da TVI, uma da SIC e um representante duma entidade de direitos humanos.

Prenderam o ladrão em flagrante, que ficou boquiaberto a olhar tudo o que se estava a passar, com cara de parvo.
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Talvez ele estivesse a pensar que aquela era a casa do Director Nacional da PSP, ou de algum Ministro...!

No meio do tumulto, o Comissário encarregue desta operação aproximou-se e disse:
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- Pensei que tivesse dito que tinha morto o ladrão !!!
Respondeu-se:

- Pensámos que tivesse dito, que não havia nenhuma viatura disponível!

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

OPINIÃO QUEIROZIANA

 Eça de Queiroz



 « A Inevitabilidade das Revoluções »


As revoluções não são factos que se aplaudam ou que se condenem. 

Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evoluções do Sol. São factos fatais. Têm de vir. De cada vez que vêm é sinal de que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade. 

Decerto que os horrores da revolução são medonhos, decerto que tudo o que é vital nas sociedades, a família, o trabalho, a educação, sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana. 

Mas as misérias que se sofrem com as opressões, com os maus regímens, com as tiranias, são maiores ainda. 

As mulheres assassinadas no estado de prenhez e esmagadas com pedras, quando foi da revolução de 93, é uma coisa horrível; mas as mulheres, as crianças, os velhos morrendo de frio e de fome, aos milhares nas ruas, nos Invernos de 80 a 86, por culpa do Estado, e dos tributos e das finanças perdidas, e da fome e da morte da agricultura, é pior ainda. 

As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias.




Eça de Queirós, in 'Distrito de Évora'

sábado, 23 de novembro de 2019

O ÚLTIMO CAVALO SELVAGEM

Pintura rupestre numa gruta da Ásia, representando a espécie cavalar a que milhares de anos depois se denominou " Przewalski "

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Coronel Russo Nicolai Przewalski (1839 - 1888) que descobriu esta 'nova' espécie de cavalos em 1881 nas suas explorações pela Mongólia e Noroeste da China. Estes animais foram perseguidos pela actividade da Caça devido à qualidade da sua carne, não tendo sido nunca utilizados como animais de sela, ou de tracção, devido à sua 'personalidade' indomável
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Exemplares da raça cavalar "Przewalski "
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..Um Amor que vem da Pré-História

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O cavalo-de-Przewalski, descrito em 1879 pelo coronel Przewalski na sua viagem de regressa da Mongólia, pertence à família dos equídeos que também englobam as zebras e os burros selvagens.
 
Ao contrário de outros cavalos como os Mustang (nascidos como animais domésticos e depois voltados ao seu estado selvagem), estes nunca foram domesticados.

Este pormenor faz com que esta espécie de cavalos seja reconhecida como a única espécie selvagem no mundo.

Há milhares de anos, esta espécie de cavalos corriam livremente nas zonas da Ásia Central e da Europa (como demonstram as pinturas famosas e rupestres do sul da França e do norte de Espanha).

Já há muitos anos que este cavalo não se encontra em liberdade em nenhuma zona da Europa. Os últimos foram observados nos anos 70 em Dzungaria (Mongólia).

As organizações internacionais de conservação da Natureza consideram o cavalo-de-Przewalski como uma das espécies mais ameaçadas do mundo. Graças a estas associações, a espécie pôde ser salva da extinção. Mas, actualmente, infelizmente, não encontramos nenhum exemplar sem ser em cativeiro.

Este modo de vida põe em grave perigo o futuro desta espécie de cavalos. Por isso, estão a ser elaborados planos de reintegração desta espécie para que possam estar em liberdade, principalmente na Mongólia e na China, apesar de estes projectos serem difíceis de realizar e demorarem muito tempo a serem iniciados.

O cavalo-de-Przewalski difere geneticamente do cavalo domesticado porque tem sessenta e seis cromossomas e não sessenta e quatro. A sua aparência revela vários detalhes “primitivos”: 

- Uma cabeça grande (que não está proporcionada ao resto do corpo), os seus olhos estão colocados em altura, as suas orelhas são largas, um pescoço espesso e um corpo compacto onde se destacam as patas, que são proporcionalmente mais curtas.

Ninguém conseguiu alguma vez montá-lo ou domá-lo.

O cavalo-de-Przewalski é capaz de sobreviver com pequenas rações e pode aguentar temperaturas muito quentes e muito frias.

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Entretanto, no programa orientado para impedir a sua extinção, Portugal acolheu quatro cavalos selvagens que seguiram para o Alentejo, com destino à coudelaria de Alter do Chão.
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Vieram da China e da Inglaterra. A 'Suzannah' é uma égua de 17 anos. O 'Desejado' é seu filho e nasceu o ano passado. O 'Brasão' é o outro selvagem do reduzido grupo de Alter.
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O grupo que inicialmente foi colocado no Alentejo incluía as fêmeas 'Suzannah', 'Mo', 'Virgínia' e o macho 'Sirano'.
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Desse grupo restam 'Suzannah' e 'Sirano'. Nestes dez anos em Portugal nasceram dez crias, incluindo dois nado-mortos. Uns morreram. Outros foram conduzidos para Espanha.
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A vinda para o nosso país fez-se ao abrigo do Programa Europeu de Reprodução, conduzido pela Associação Europeia de Jardins Zoológicos e Aquários.
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A coudelaria de Alter do Chão candidatou-se a participar nesse programa com vista a perpetuar a espécie de "Przewalski". No entanto, os quatro cavalos selvagens vivem no Alentejo, mas não se sabe até quando porque, a reprodução não correu como se desejava e como era lícito supor.
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Isto significa que, estes cavalos tendem também a desaparecer do território português (...)
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Diz-se que o antepassado selvagem dos actuais cavalos domésticos pertenceram, exactamente, à família dos "Przewalski" e foram declarados extintos no decorrer do Século XIX.
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O último - que estava em cativeiro -, morreu em 1909 num jardim zoológico da Rússia.
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Apesar de todas as dificuldades que este animais atravessaram ao longo dos milénios, incluíndo as perseguições dos depredadores da caça, estes heróicos animais conseguiram chegar aos nossos dias como passagem do testemunho dos homens do Paleolítico que nos transmitiram por via da Arte - Pinturas Rupestres -, a existência destes seres cheios de dignidade... que nunca se deixaram dominar por ninguém (...)






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"OBRIGADO"

OS AMIGOS DE PENICHE

Peniche. Aqui já foi um vulcão “AMIGOS DE PENICHE” “Foi em 26 de Maio de 1589 – há exactamente 430 anos – que desemba...

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